Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Self-Made Men

A Revista Forbes fez 20 perguntas para 21 bilionários americanos. O primeiro deles foi Donald Trump.

Idade: 61 anos

Patrimônio: $3 bilhões

Origem da riqueza: Imóveis

1. O que você sonhava ser quando era criança?

Um jogador de basquete ou um construtor. Eu fazia arranha-céus com meus blocos de montar.

2. Em termos de tempo, qual era sua proporção estudo-festa na faculdade?

Na Wharton, eu diria 50/50.

3. Que empreendedor você mais admira?

Eu respeito Bill Gates, John Mack, Terry Lundgren, Jack Welch, Stan O'Neil, Jeff Immelt e muitos outros.

4. Qual seu hobby favorite?

Eu adoro jogar golfe e tênis. Eu também sou dono de quatro campos de golfe, então não é mais um hobby exatamente. Estou construindo um na Escócia agora. Será o melhor do mundo.

5. Quanto do seu sucesso você atribui à pura sorte?

Eu acho que poderia ser mais hereditariedade do que sorte (o que também é sorte). Eu estava perto do meu pai, trabalhando com ele e observando ele trabalhar, desde muito cedo. Eu aprendi um monte por osmose, mas a sorte sempre tem um papel.

6. Qual é o seu maior prazer proibido?

Comer sorvete e um monte de outras comidas boas.

7. De onde você tira a maior parte das informações sobre o seu negócio?

Eu leio um monte de jornais todos os dias sobre eventos nacionais, internacionais e de negócios.

8. Qual foi o melhor dia da sua vida até agora?

Eu tive muitos dias ótimos.

9. Na media, com quantos funcionários você interage a cada dia?

Ás vezes centenas, às vezes milhares, às vezes dois.

10. Qual foi a última noite que não foi planejada antecipadamente? O que você fez?

Foi há tanto tempo que eu não me lembro – provavelmente um filme.

11. Qual a sua pior qualidade?

Eu posso ser impaciente. Normalmente há uma boa razão pra isso.

12. Qual seu livro favorito e porque?

A Arte da Negociação por Donald Trump. Era uma grande leitura em 1987, um best-seller, e nada mudou de lá pra cá.

13. Qual decisão na sua vida precisou de mais coragem?

Eu não sei se coragem é a palavra correta, mas na minha adolescência eu tive que decidir entre ir pra USC estudar cinema ou estudar pra uma carreira em imóveis na Wharton. Eu tomei a decisão certa.

14. Se você pudesse tomar um drinque com alguém, com quem seria?

Melania.

15. Digamos que você tivesse $100,000 para investir: o que você faria?

Eu procuraria algo em imóveis. É território familiar e eu tive muita sorte com isso.

16. Se você tivesse apenas 3 meses de vida, como você os passaria?

Com a minha família e amigos (e ainda combatendo os inimigos).

17. Qual o montante certo de dinheiro para deixar para os filhos?

Isso depende de quão espertos e responsáveis eles são. Tantos jovens recebem grandes quantias e se perdem, então isso dependeria da sua segurança e habilidade. Eu tenho filhos espertos – eles vão se dar bem.

18. Qual a lição mais dura que você teve que aprender?

A não perder o foco. Quando eu tive problemas financeiros nos anos 90, eu não podia culpar ninguém a não ser eu mesmo. O mercado dos imóveis não estava bem, mas eu definitivamente perdi o foco por um tempo. Eu peguei de volta bem rápido – eu não tinha escolha.

19. Qual a próxima idéia bilionária esperando pra ser explorada?

Se eu soubesse não contaria – eu nunca falo sobre acordos antes deles acontecerem.

20. Muito do que é tido como sabedoria está errado. Que conselho contrário você poderia oferecer?

Ferre-os de volta. Se alguém ferrar com você, pregue-os na parede.

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Os Pais da Nação

Administrar um negócio certamente nao é um pré-requisito para administrar uma nação. Mas muitos presidentes dos Estados Unidos também foram empreendedores. Donos de negócios e presidentes tem muito em comum – agendas lotadas de encontros, funcionários para lidar com, comparsas para puxar o saco e noites sem dormir preocupando-se se tomaram a decisão correta.

Para alguns presidentes, seus empreendimentos foram a porta de entrada da política. Por exemplo, mais da metade dos presidentes começaram suas carreiras como advogados e muitos deles tinham seu próprio escritório, como Martin Van Buren, Abraham Lincoln e William Taft.

Apesar disso, ser um empreendedor proporcionou a alguns dos presidentes americanos a fortuna, notoriedade e conexões necessárias para concorrer ao cargo. Aqui vai uma amostra de cinco Chefes de Estado e o negócio que eles iniciaram.

George Washington

Primeiro presidente, 1789-1797

Apesar de beber moderadamente, de acordo com fontes historicas, George Washington construiu uma destilaria de uisque na sua propriedade em Mount Vernon no ano em que ele deixou a presidencia. Em 1799, a destilaria de Washington era uma das maiores do país, produzindo 41000 litros de uísque por ano. Mas essa não foi a única empresa de Washington em Mount Vernon; ele também produzia e vendia milho e farinha no mundo todo. Ele herdou sua propriedade da família, e expandiu de 800 hectares para 3000 hectares.

Andrew Johnson

17º presidente, 1865-1869

A transicao de alfaiate para presidente parece estranha, mas foi na sua alfaiataria em Greenville, Tennesse, que Johnson se envolveu em política. Um dos clientes que iam lá para discutir sobre o governo o desafiou para um debate. Johnson entrou para um grupo de debates e atuou como membro do conselho da Prefeitura e prefeito antes de se tornar presidente.

Herbert Hoover

31º presidente, 1929-1933

Depois de se formar em Stanford, Hoover se tornou um engenheiro de minas e fundou uma firma de consultoria em 1908. Com escritórios em Londres, São Francisco, Nova Iorque, Paris e Petrogrado, Hoover ajudou a otimizar minas ao redor do mundo e lucrou com isso. Apesar do sucesso, suas prioridades mudaram com o início da Primeira Guerra Mundial.

Durante a Guerra, Hoover se tornou o chefe do Comitê de Socorro na Bélgica e foi nomeado chefe da American Food Administration, órgão que regula a produção de alimento nos Estados Unidos. Apesar do tino para negócios de Hoover, a Grande Depressão se instalou durante seu mandato, e ele perdeu a eleição seguinte para Franklin D. Roosevelt.

Harry Truman

33º presidente, 1945-1953

Truman fundou uma loja de armarinhos que atendia aos homens que voltavam da primeira grande guerra na Europa. Na verdade, foi seu sócio, Edward Jacobson, que influenciou sua presidência. Eles administraram uma cantina militar no acampamento Doniphan em Oklahoma e depois abriram a loja de armarinhos Truman and Jacobson em Kansas City em 1919. A loja fechou em 1922, no início da recessão pós-guerra. Truman, no entanto, se recusou a declarar falência e eventualmente pagou todas as dividas do negócio.

Truman foi estudar Direito e se tornou presidente, e Jacobson abriu uma loja de roupas. Mas os dois continuaram amigos, e foi Jacobson que encorajou Truman a se encontrar com o líder de movimento sionista e apoiar a fundação de Israel.

George W. Bush

43º presidente, 2001-2007

O antigo governador do Texas é conhecido por seu envolvimento com petroleo e baseball. Bush fundou a companhia de gás e petróleo Arbusto Energy em 1978. Em 1983, a companhia se fundiu com a Spectrum 7 Energy Corp., e Bush foi nomeado presidente do conselho.

Bush tambem coordenou o grupo que comprou o controle acionario do time de baseball Texas Rangers e usou o dinheiro da sua empresa de petróleo para investir no time. Ele atuou como conselheiro até abdicar da posição para se tornar governador. Quando Tom Hicks comprou os Rangers em 1998, Bush ganhou 14,9 milhoes de dólares. No ano seguinte, ele começou a se preparar para concorrer à presidência.

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

“Você tem que encontrar o que você gosta”, diz Steve Jobs

Este é o discurso que o Presidente da Apple Computer proferiu para uma turma de graduandos em 12 de Junho de 2005.


Sinto-me honrado de estar com vocês hoje na sua formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei. Verdade seja dita, isso é o mais próximo que eu cheguei de uma formatura de faculdade. Hoje eu quero contar pra vocês três histórias da minha vida. É isso. Nada de mais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei a Universidade Reed depois de 6 meses, mas fiquei por perto por cerca de outros 18 meses antes de eu realmente ir embora. Por que eu saí?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma universitária jovem e solteira, e ela decidiu me doar. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas formadas, então tudo foi arranjado para que eu fosse adotado assim que eu nascesse por um advogado e sua esposa. Só que na hora que eu apareci eles decidiram no último minuto que eles queriam mesmo era uma menina. Então meus pais, que eram os próximos da lista de espera, receberam um telefonema no meio da noite perguntando: “Nós temos um menino, vocês o querem?” Eles disseram: “Claro”. Minha mãe biológica descobriu mais tarde que minha mãe nunca se formou e que meu pai sequer completou o Ensino Médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só cedeu alguns meses mais tarde quando meus pais prometeram que um dia eu iria para a universidade.
E 17 anos depois, eu fui. Mas ingenuamente eu escolhi uma universidade que era tão cara quanto Stanford, e todas as economias dos meus pais de classe média estavam sendo gastas na minha formação. Depois de seis meses, eu não conseguia ver valor naquilo. Eu não tinha a mínima idéia do que eu queria fazer da minha vida e menos ainda de como a faculdade iria me ajudar a descobrir. E aqui estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais economizaram a vida toda. Então eu decidi sair e confiar que tudo daria certo. Na época foi bem assustador, mas olhando agora eu vejo que foi uma das melhores decisões que eu já fiz. No minuto que eu saí eu pude parar de ir às aulas que não me interessavam, e começar a freqüentar aquelas que pareciam interessantes.

Não foi tudo um mar de rosas. Eu não tinha dormitório, então eu dormia no chão do quarto dos meus amigos, eu devolvia garrafas de coca por cinco centavos para comprar comida, e eu caminhava mais de 11 quilômetros pela cidade todo domingo de noite para conseguir uma boa refeição por semana no templo Hare Krishna. Eu adorava. E muitas das coisas em que eu esbarrei por seguir minha curiosidade e intuição acabaram sendo valiosíssimas mais tarde. Deixe me dar um exemplo:

A Universidade Reed na época oferecia talvez o melhor curso de caligrafia no país. No campus, cada pôster, cada marca em cada desenho, era magnificamente feita à mão. Como eu havia abandonado e não precisava mais ir às aulas normais, eu decidi ir ao curso para aprender a fazer aquilo. Eu aprendi sobre fontes serif e san serif, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, tudo sobre como criar uma ótima caligrafia. Era lindo, histórico e artisticamente sutil duma maneira que a ciência não pode capturar, e eu achei fascinante.

Nada disto tinha sequer uma esperança de ter qualquer aplicação prática na minha vida. Mas dez anos depois, quando nós estávamos desenhando o primeiro Macintosh, eu lembrei de tudo. E nós desenhamos tudo dentro do Mac. Foi o primeiro computador com bela tipografia. Se eu nunca tivesse assistido àquele curso na faculdade, o Mac jamais teria múltiplas fontes ou fontes proporcionalmente espaçadas. E como o Windows copiou tudo do Mac, provavelmente nenhum computador teria. Se eu nunca tivesse abandonado a faculdade, eu jamais teria entrado na aula de caligrafia, e computadores não teriam a maravilhosa tipografia que eles possuem. Claro que era impossível ligar os pontos adiante quando eu estava na universidade. Mas ficou muito claro olhando pra trás dez anos depois.

Com efeito, você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte – eu descobri o que gostava de fazer logo cedo na vida. Steve Wozniak e eu fundamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha vinte anos. Nós trabalhamos duro, e em dez anos a Apple cresceu de apenas nós dois numa garagem para uma companhia de 2 bilhões de dólares com mais de 4000 funcionários. Nós havíamos lançado nossa melhor criação – o Macintosh – um ano antes, e eu recém havia feito 30 anos. E então eu fui demitido. Como você pode ser demitido da companhia que você fundou? Bem, como a Apple cresceu nós contratamos alguém que eu pensei ser muito talentoso para administrar a empresa comigo, e durante o primeiro ano as coisas funcionaram. Mas então nossas visões do futuro começaram a divergir e eventualmente nós nos desentendemos. Quando isso aconteceu, nosso Conselho Diretor ficou do lado dele. Então, aos 30 anos eu estava fora. E de forma bem pública. O que havia sido o foco da minha vida adulta inteira havia acabado, e foi devastador.

Eu realmente não sabia o que fazer por alguns meses. Eu senti que eu havia desapontado a geração anterior de empreendedores – que eu tinha deixado cair o bastão que havia sido passado pra mim. Eu me encontrei com David Packard e Bob Noyce e tentei pedir desculpas por ter estragado tudo. Eu era um fracasso amplamente divulgado, e até mesmo pensei em fugir da Vale do Silício. Mas algo lentamente começou a se mostrar pra mim – eu ainda adorava o que fazia. Os eventos na Apple não mudaram isso nem um pouquinho. Eu havia sido rejeitado, mas ainda estava apaixonado. Então eu decidi começar de novo.

Eu não vi isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter me acontecido. O peso de ser bem-sucedido foi substituído pela leveza de ser um principiante novamente, menos seguro sobre tudo. Libertou-me para entrar em um dos períodos mais criativos da minha vida.

Durante os cinco anos seguintes, eu fundei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar, e me apaixonei por uma incrível mulher que se tornaria minha esposa. A Pixar criou o primeiro filme de desenho animado totalmente feito em computador, Toy Story, e agora é o estúdio de animação mais bem-sucedido do mundo. Em uma memorável seqüência de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei pra Apple, e a tecnologia que nós desenvolvemos na NeXT está no coração do recente renascimento da Apple. E Laurene e eu temos uma família maravilhosa juntos.

Tenho certeza que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio de péssimo gosto, mas eu acho que o paciente precisava. Às vezes a vida te acerta na cabeça com um tijolo. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me manteve em pé foi gostar do que eu fazia. Você tem que encontrar o que você gosta. E isso é verdade tanto para o seu trabalho quanto para seus companheiros. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se contente. Assim como com as coisas do coração, você saberá quando encontrar. E, como qualquer ótimo relacionamento, fica melhor e melhor com o passar dos anos. Então continue procurando e você vai encontrar. Não se contente.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, eu li uma frase que era algo assim: “Se você vive cada dia como se fosse o último, algum dia você vai estar certo.” Ela causou uma impressão em mim, e desde então, pelos últimos 33 anos, eu tenho olhando no espelho toda manhã e perguntado a mim mesmo: “Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu faria o que eu vou fazer hoje?” E sempre que a resposta tem sido “Não” por muitos dias seguidos, eu sei que eu preciso mudar alguma coisa.

Lembrar-me de que logo eu vou estar morto é a ferramenta mais importante que eu encontrei pra me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – todas as expectativas exteriores, todo o orgulho, todo o medo de passar vergonha ou falhar – todas essas coisas simplesmente ficam pequenas diante da morte, deixando apenas o que é realmente importante. Lembrando-se de que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço pra evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há motivo para não seguir seu coração.

Cerca de um ano atrás eu fui diagnosticado com câncer. Eu tive um exame às 7h30min da manhã, e ele claramente mostrou um tumor no meu pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos disseram-me que era quase que certamente um tipo incurável de câncer, e que eu não viveria mais que 3 ou 6 meses. Meu medico me aconselhou a ir pra casa e colocar meus assuntos em ordem, o que é o código médico para prepare-se para morrer. Isso significa tentar dizer pros seus filhos tudo o que você planejava dizer nos próximos dez anos em apenas alguns meses. Significa ter certeza que tudo está ajustado de maneira que seja o mais fácil possível para sua família. Significa dizer os seus adeuses.

Eu vivi com aquele diagnóstico durante o resto do dia. Mais tarde naquele mesmo dia eu fiz uma biópsia, onde eles enfiaram um endoscópio na minha goela, através do meu estomago e meus intestinos, colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, contou-me que quando os médicos viram as células debaixo de um microscópio, eles começaram a chorar, porque no fim das contas era um tipo muito raro de câncer pancreático que é curável através de cirurgia. Eu fiz a cirurgia e estou bem agora.

Isso foi a mais próximo que eu estive de encarar a morte, e espero que seja o mais próximo que eu chegue por mais algumas décadas. Tendo passado por isso, eu agora posso dizer isso pra vocês com um pouco mais de certeza do que quando a morte era apenas um conceito útil, mas puramente conceitual:

Ninguém quer morrer. Mesmo pessoas que querem ir pro céu não querem morrer pra chegar lá. E mesmo assim a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém jamais escapou. E é assim que tem que ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente causador de mudanças da vida. Ela elimina o velho para criar espaço pro novo. Agora o novo são vocês, mas não muito longe de agora, vocês gradualmente se tornarão o velho e serão eliminados. Sinto muito ser tão dramático, mas é a verdade.

Seu tempo é limitado, então não percam tempo vivendo a vida de outro. Não sejam aprisionados pelo dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.

Quando eu era novo, havia uma publicação incrível chamada The Whole Earth Catalog (O Catálogo Inteiro da Terra), que era uma das bíblias da minha geração. Ela foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand não muito longe daqui em Menlo Park, e ele a trouxe à vida com seu toque poético. Era o final dos anos 60, antes dos computadores pessoais e seus editores de texto e impressoras, então ela era toda feita com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como um Google formato de papel de jornal, 35 anos antes do Google aparecer: era idealístico, e cheio de ferramentas legais e grandes conceitos.

Stewart e seu time publicaram varias edições do The Whole Earth Catalog, e quando chegou a hora, eles fizeram a edição final. Foi no meio dos anos setenta, e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa da edição final havia uma fotografia de uma estrada de interior de manhã cedo, do tipo que você encontra trilhando se for aventureiro o suficiente. Nela estavam as palavras: “Permaneça faminto. Permaneça tolo.” Era a mensagem de adeus deles. Permaneça faminto. Permaneça tolo. E eu sempre desejei isso pra mim. E agora, que vocês se formaram, eu desejo isso pra vocês.

Permaneçam famintos. Permaneçam tolos.

Muito obrigado.
Traduçã0: Samuel Kirschner

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

8 Segredos para Construir Riqueza

Um dos atalhos para construir riqueza é aprender com aqueles que adquiriram grande fortuna. O bilionário John Paul Getty é conhecido como um dos maiores construidores de riqueza da história dos Estados Unidos. Ele escreveu suas idéias em um livro sobre o qual comentarei em outra oportunidade. Aqui estão as principais idéias:

Segredo Número 1:

Para construir riqueza, você precisa ter seu próprio negócio.
Você pode pensar que o executivo com um salário de R$ 100.000,00 está melhor que o dono de um pequeno supermercado, mas o executivo está sempre sendo pressionado para melhorar seus resultados e os impostos comem a maioria dos seus rendimentos.
O pequeno empresário tem oportunidades ilimitadas de expandir seu negócio e sua renda.

Segredo Número 2:

Você precisa ter conhecimento do negócio no início e continuar a aumentar seu conhecimento à medida que o negócio se desenvolve. Se você não sabe o que está fazendo quando começa, seus erros serão caros e frequentemente desnecessários, e você não vai conseguir acompanhar a concorrência.

Comece esperto e continue esperto.

Segredo Número 3:

Você deve economizar dinheiro tanto na sua vida pessoal como nos seus negócios.

Disciplina é chave para guardar dinheiro. Você deve desenvolver a força de vontade necessária para resistir à gratificação instantânea. Recursos serão necessários para expandir e devem ser protegidos atenciosamente.

Segredo Número 4:
Você deve correr riscos, tanto com seu dinheiro como com dinheiro emprestado.

Correr riscos é essencial para o crescimento dos negócios. Alguns dos homem mais ricos apostaram sua fortuna inteira e perderam, mais de uma vez, antes de serem compensados.

Amenize o risco com bom senso, experiência, comprometimento e apoio.

Segredo Número 5:

Você deve não somente aprender a viver com estresse, mas procurá-lo.

Uma vez que você aprenda a lidar com o estresse, você vai não só gostar dele, mas vai procurá-lo entusiasticamente e se perguntar como conseguia viver sem ele. Homens de posses olham para o dinheiro como se fosse um jogo que eles amam jogar. Leve-o muito a sério e você vai sofrer mais do que o necessário.

Leve a vida na esportiva ou seu estresse vai atingir níveis além do seu controle.

Segredo Número 6:

Construir riqueza é uma consequência do sucesso do seu negócio.

Se dinheiro é seu único objetivo, você provavelmente vai falhar. Riqueza é apenas um benefício do jogo. Se você vencer, o dinheiro vai estar lá. Se você perder, e você vai perder de tempos em tempos se você jogar o suficiente, deverá ter sido divertido ou não terá valido a pena.

Segredo Número 7:

Paciência.
Este é o maior ativo dos negócios. Espero pelo momento certo para agir. Deixe seu negócio crescer naturalmente.

Segredo Número 8:

Diversifique no topo.

Uma vez tendo atingido o sucesso, você entenderá que qualquer negócio é limitado nos desafios que ele oferece. Você vai querer e vai precisar de outros desafios, então deve procurar outros negócios para manter seu interesse.

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Campanha Terralog


Cartões de visita que a Impacta desenvolveu para a Terralog, empresa de gerenciamento ambiental de Porto Alegre.

Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Campanha Banco do Brasil




Estas são as duas peças publicitárias que a Impacta fez para o Banco do Brasil.












Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

A Grande Ironia

A Microsoft planeja comprar o Yahoo. Um dos ícones da Web, o Yahoo já foi a empresa símbolo da internet, e o grande motor de busca da mesma, mas perdeu ambas posições para o Google. Há subjacente neste evento uma grande ironia que tentarei explicitar nos parágrafos seguintes.

Os profissionais de tecnologia tendem a preferir os produtos das pequenas companhias ao invés dos produtos das gigantes, numa espécie de tesão Davi X Golias. Exemplos são a briga Linux x Windows, ICQ x MSN, Firefox x Internet Explorer.

Em todos esses exemplos, a Microsoft foi a grande vilã. Há cerca de pouco mais de dez anos atrás, a Microsoft decidiu entrar com tudo no mercado internético, e o fez com aquisições violentas de pequenas empresas que eram o xodó de todo nerd da face da Terra. O caso mais emblemático (e traumático, para os geeks) foi a compra da Netscape, na época o navegador de internet mais utilizado.

O mundo é um lugar dinâmico, e o mundo dos negócios, mais ainda. Um dia, a Microsoft já foi vista como Davi, uma audaciosa empresa que ousou e conseguiu passar a perna no gigante Golias, naquele caso, a poderosa IBM. Uma vez estabelecida, a Microsoft passou a ser vista como vilã, por conta de seu voraz apetite de aquisições.

De Davi a Golias em trinta anos, a Microsoft reinou imbatível na internet por cerca de dez anos, até o surgimento de outro Davi, o Google. Realizando a transição Davi-Golias em três ou quatro anos, o Google é a Microsoft com anabolizantes. E isso se refere também ao apetite de aquisições. Hoje a Microsoft é vista como uma respeitável balzaquiana, e o Google é o novo vilão do pedaço.

Com a meteórica ascensão do Google, o Yahoo tem amargados perdas financeiras e de prestígio, para o terror dos profissionais de Silicon Valley, que a vêem como o símbolo de uma época inocente e feliz da internet.

A grande ironia é que a única salvação do Yahoo é a sua compra pela Microsoft, outrora grande vilã.

Poderá a parceria Microsoft-Yahoo frear o temível Google?

Google