Sábado, 29 de Março de 2008

Em apuros

Um garoto de 16 anos matou 6 pessoas em Novo Hamburgo. O caso suscita as mais variadas opiniões, e faz despertar o misto de indignação e perplexidade decorrentes da nossa impotência perante a violência cotidiana que assola este país. Este caso, sem dúvida, é terrível.

Porém, ainda mais alarmante é a opinião de alguém supostamente "esclarecido", como o Promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim, que ao Jornal NH declarou o seguinte: "Ele é uma prova de que o crime, muitas vezes, tem fatores biológicos. O sujeito nasce ruim e isso deveria ser provado com o estudo do cérebro desse tipo de pessoa."

É impressionante a leviandade desse pronunciamento. O próprio ato de fala do Promotor revela o seu pensamento totalitário: ele não está interessado em descobrir a verdade, em descobrir como é a realidade de fato. Isso percebe-se claramente pela expressão "...isso deveria ser provado...". O autor de um disparate desses não está preocupado em saber se o fato PODE ou não ser provado: ele QUER que seja provado. Ele está deixando transparecer a sua vontade de como deveria funcionar o mundo. Ele deseja que o crime seja reduzido a um ou dois cromossomos ruins, para que assim fique mais fácil de lidar com ele: descobre-se desde cedo quem está predestinado a ser um criminoso, e isola-se o futuro infrator.

Quem conhece a sangrenta história do século XX sabe bem aonde leva este tipo de pensamento: a Hitler, Stalin, Mussolini, Mao e seus genocídios em massa. Querer reduzir o homem meramente a sua esfera biológica é transformá-lo numa besta e justamente arrancar dele algo que o difere dos demais animais: a possibilidade de fazer uma escolha moral. A capacidade de transcender as limitações impostas pelo seu corpo e pelo ambiente em que se encontra.

Pior do que sofrermos a agressão de um jovem que, por motivos que ainda não compreendemos, se desviou do reto caminho, é saber que temos pessoas com opiniões não só completamente infundadas, mas também historicamente perigosas, ocupando cargos como uma Promotoria de Justiça. Aí sim, estamos em apuros.

Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Capitalismo em crise?

Sempre que há uma ameaça à continuidade da prosperidade mundial ouve-se que o Capitalismo está em crise. Quando a crise é nos Estados Unidos da América, fonte, inspiração e principal motor do modelo que predomina no mundo atual, isto toma o caráter de verdade inquestionável.

Da esquerda esta conclusão toma ares de comemoração, a cada crise vislumbram o colapso previsto por Karl Marx, que levaria finalmente ao glorioso futuro comunista. A cada crise acham que está comprovada sua tese de que o Capitalismo é inviável e destrutivo.

Dos supostos defensores do livre mercado ouve-se o medo das conseqüências da crise e uma defesa envergonhada do Capitalismo. Como fez o Reinaldo Azevedo ontem mesmo [1], argumentam que, apesar de suas crises, na média o "modelo ocidental" criou muito mais prosperidade que perdas.

A atual crise imobiliária e financeira americana é um excelente exemplo de porque ambos estão errados. Esta crise, como as que a precederam, não é uma crise do Capitalismo por um motivo extremamente simples. Não há Capitalismo no mercado financeiro imobiliário dos Estados Unidos.

Empréstimos no Capitalismo
Capitalismo é a organização econômica que ocorre espontaneamente quando os direitos individuais à vida, propriedade e liberdade são garantidos a todos. No Capitalismo o governo simplesmente garante o cumprimento dos contratos – trata se da defesa do direito de propriedade. Não ajuda ninguém e não protege ninguém dos riscos que decidiu correr.

Um contrato de empréstimo envolve a incerteza de que quem tomou o dinheiro emprestado será capaz de pagar sua dívida. Alguns conseguirão pagar sua dívida, outros não. Quem empresta dinheiro no Capitalismo, portanto, precisa incluir nas taxas que pratica uma margem para cobrir este risco. Este "extra" cobre as perdas com os inadimplentes. Quanto mais incerto o pagamento, maior a taxa praticada.

Assim, em uma economia Capitalista, o custo de tomar dinheiro emprestado é diretamente relacionado com o risco de não conseguir pagar. No caso de financiamento imobiliário o próprio imóvel é usado como garantia de pagamento, este risco é significativamente reduzido. Caso o devedor não consiga pagar, o credor pode tomar o imóvel para cobrir toda ou parte da dívida.

Esta relação entre risco e custo do empréstimo existe, portanto, porque quem empresta o dinheiro está correndo o risco de não recebê-lo de volta. Se o financiador subestimar o nível de inadimplência, terá prejuízo. Em um ambiente Capitalista, cada um corre os riscos que quiser com sua propriedade – e arca sozinho com as conseqüências dos seus erros.

A crise imobiliária
Nos Estados Unidos, no entanto, não é isto que acontece. O governo americano, através de mecanismos de incentivo à habitação, provê empréstimos a milhões de americanos a taxas abaixo do mercado. Menos do que o real custo financeiro do empréstimo somado ao valor adicional que teria de ser cobrado para cobrir o risco de não pagamento da dívida.

O governo só pode fazer isto por ter uma fonte de riqueza que independe de seu sucesso em recuperar o dinheiro que empresta: os impostos. Em outras palavras, o governo americano toma à força dinheiro de cidadãos inocentes e usa para oferecer a outros americanos empréstimos imobiliários a preços que não garantem o retorno do dinheiro investido.

Oferecer empréstimos artificialmente baratos através de programas de incentivo não é a única coisa que o governo americano faz com a riqueza que toma de seus cidadãos. Como os grandes bancos e empresas de financiamento imobiliário são "essenciais para o país", o governo se coloca como garantidor destas instituições – estando sempre pronto a salvá-las quando se encontram em dificuldade.

Por exemplo, foram colocados à disposição do grupo JP Morgan 30 bilhões de dólares do governo para cobrir eventuais perdas com a recente compra da Bear Sterns, falida por seus negócios no mercado de financiamento imobiliário.

Se o governo oferece empréstimos abaixo de seu real custo mais pessoas buscarão estes empréstimos – assim como quando se abaixa o preço de qualquer outro produto ou serviço. É evidente também que esta demanda adicional por empréstimos é de pessoas que têm maior risco de não pagar suas obrigações. São exatamente aquelas pessoas para quem, sem a intervenção do governo, o empréstimo seria caro demais.

O ciclo vicioso
Esta demanda adicional tem efeitos imediatos e efeitos de longo prazo. O efeito imediato é aumentar a demanda por imóveis. Todo o contingente adicional que passa a ter acesso a financiamento imobiliário pela intervenção do governo vai buscar casas para comprar, o que necessariamente eleva o preço dos imóveis.

Como os próprios imóveis são a garantia dos empréstimos, quem empresta dinheiro enxerga esta valorização como uma redução de risco. Afinal se o devedor não pagar, ele poderá tomar o imóvel valorizado como pagamento.

O aumento do preço dos imóveis, causado pelo dinheiro fácil do governo, faz com que todo o mercado de empréstimo reduza sua percepção de risco. Esta redução diminui ainda mais o custo dos empréstimos, o que aumenta mais a demanda por imóveis e aumenta ainda mais seus preços.

Este é o mecanismo da chamada "bolha imobiliária". Se o governo não estivesse continuamente injetando no mercado dinheiro roubado, não existiria a demanda artificial que sustenta o ciclo vicioso. Sem a fonte milagrosa de dinheiro fácil que são os impostos, o ciclo nunca teria começado. Como se pode ver, a bolha não resulta do Capitalismo, resulta da falta de respeito ao direito de propriedade. Da falta de Capitalismo.

Mas o problema não pára aí. Como o governo americano, além de tudo, está sempre pronto para salvar os grandes bancos e financeiras "para o bem de todos", estas empresas têm um enorme incentivo a correr riscos. Enquanto a bolha persiste, elas ganham fortunas, quando a bolha estoura o governo as salva através de empréstimos de "pai para filho" de centenas de bilhões de dólares.

O estouro da bolha
A crise atual se iniciou quando as condições de mercado levaram a uma queda dos valores de imóveis, apesar de toda a interferência governamental no sentido contrário. Os financiadores, que contavam com a valorização dos imóveis em suas estimativas de risco, aumentaram suas taxas. Este aumento de taxas levou a um aumento da inadimplência, e conseqüentemente mais imóveis sendo retomados para saldar as dívidas. Ao serem colocados no mercado, estes imóveis retomados contribuem para baixar mais os preços.

Em resumo, quando o mercado percebeu que a bolha existia, o ciclo passou a operar na outra direção – desvalorização dos imóveis, aumento das taxas, mais devedores inadimplentes levando à execução de dívidas e mais desvalorização dos imóveis.

Conclusão
A atual crise americana não é uma crise do Capitalismo. É uma crise de falta de Capitalismo. Se o governo americano não violasse o direito de propriedade de seus cidadãos através dos impostos, não poderia gastar este dinheiro para artificialmente baratear financiamentos gerando uma bolha de preços. Se simplesmente cumprisse sua função legítima de assegurar o cumprimento de contratos, as grandes e pequenas financeiras não correriam riscos irresponsáveis.

No primeiro momento as taxas de financiamento imobiliário seriam mais altas, mas não haveria bolha de preços (ou seja, os imóveis em si seriam mais baratos) e não haveria o "crash" que inevitavelmente segue quando se descobre que um setor inteiro da economia está operando com base em uma grande mentira.

No longo prazo, a prosperidade verdadeira do Capitalismo tornaria a habitação mais acessível do que em qualquer programa governamental neste falso capitalismo de hoje. E de forma permanente.

[1] Blog do Reinaldo Azevedo, "E lá estão eles moralizando a crise do capitalismo...", 19/03/2008.

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

O ciclo vicioso da regulamentação

No Brasil existe uma paixão mórbida pela regulamentação da atividade econômica. A frase "isto ainda não está regulamentado" confere um certo desprezo à atividade em questão, como se a ação produtiva das pessoas precisasse de um certificado do governo para ter legitimidade.

A mesma frase oculta uma premissa implícita ao sugerir que a regulamentação seja lá do que for é apenas uma questão de tempo. A premissa é de que absolutamente tudo é passível de regulamentação governamental.

Este viés é parte da cultura nacional, presente dos grandes veículos de mídia às mesas de bar. Quem nunca ouviu nos noticiários, editoriais e colunas de opinião que uma dada atividade sofre falta de investimentos porque "carece de regulamentação específica"? Quem nunca ouviu em conversa entre amigos que algum serviço ou produto deveria ser proibido, ou obrigatório?

Longe de ser fundamental para o progresso econômico e prosperidade, a regulamentação da atividade econômica é um enorme ciclo vicioso que desvia os esforços das pessoas da produção de riqueza para a disputa política, e desvia o capital do investimento produtivo para a dissipação em lobby, politicagem e corrupção.

A própria questão dos investimentos é um excelente exemplo. Não é a ausência de regulamentação que impede investimentos, é a certeza de que a regulamentação virá que torna o investimento antecipado um risco inaceitável.

Em países economicamente livres empresários investem fortunas em novos negócios, produtos e serviços sem qualquer aprovação prévia do governo. Investem com base em seu conhecimento do mercado e dos seus riscos: o produto pode não funcionar, as pessoas podem não gostar dele, um concorrente pode ter uma idéia ainda melhor. Nada disso impede o investimento.

O investidor e o empresário são capazes de analisar estes riscos, e se preparam para lidar com eles. Em países com governos intervencionistas, no entanto, acrescenta-se um risco maior e de outra natureza: o governo. Este é um risco imprevisível, e não há como lidar com ele.

Se um produto não funciona como esperado ou encontra forte concorrência, investe-se mais em desenvolvimento. Se o público não percebe seu valor, investe-se em marketing. Mas se o governo proíbe a venda de seu produto, estipula limites de preço que comprometem seu retorno ou obrigam sua empresa a ajudar seus próprios concorrentes – não há nada que se possa fazer.

Diferente de todas as incertezas que fazem parte da natureza dos negócios, a regulamentação governamental é capaz de transformar em fracasso uma atividade produtiva perfeitamente viável.

O grande entrave ao investimento em países com governos intervencionistas é o próprio governo. É o fato de que o governo interfere em absolutamente todos os aspectos da economia que faz com que o empresário e o investidor evitem colocar seu capital em qualquer negócio novo. A expectativa da regulamentação iminente é que torna a regulamentação "necessária" para o investimento.

É claro que esperar a regulamentação não protege o empreendedor da depredação governamental. Governos intervencionistas não se contentam em interferir nas "regras do jogo", o que já seria ruim. Eles querem definir o resultado. Mesmo em atividades já regulamentadas é comum a mudança de regras.

A inibição da inovação, do investimento e dos empreendedores é apenas uma das formas em que a cultura da regulamentação torna-se um ciclo vicioso. As regras em si sempre criam distorções, e a única solução que governo e sociedade conseguem imaginar são mais regras...

Segunda-feira, 17 de Março de 2008


Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Rocky Balboa

Artigo muito legal que meu amigo Marcos Ludwig me passou por email:


Por que os esquerdistas odeiam o Rocky Balboa?

Porque os esquerdistas odeiam o Rocky Balboa e todos os outros filmes que retratam o triunfo individual

Adaptado/traduzido do artigo de Jamie Glazov


Há filmes que contrariam a vontade dos figurões do socialismo internacional e retratam o indivíduo como responsável pelo seu próprio destino, minimizando os papéis dos "órgãos reguladores" e "programas sociais" coletivistas, paternalistas e totalitários. Enquanto num mundo livre as pessoas teriam assegurada sua liberdade de buscar a felicidade, num estado socialista estará assegurada a infelicidade de todos (exceto a camarilha que está no poder).

Em 1976, o Sylvester Stallone criou e atuou no clássico "Rocky", que ganhou prêmio de melhor filme."

Rocky" simbolizou mais do que um mero pugilista simplório. O que seu filme celebrava era o triunfo do espírito humano e da iniciativa individual contra todas as condições adversas. E é justamente isso que enerva os esquerdistas. Muitos deles não conseguem conter a raiva e o profundo desprezo pelo filme.

No "Rocky I", testemunhamos as tentativas e tribulações de Rocky Balboa, um boxeador de uma área pobre da Filadélfia. Primeiro, o vemos como um pugilista amador que luta por uns trocados e trabalha como cobrador para um agiota. No final, mesmo ele perdendo a luta final por uma margem mínima de pontuação, ele ainda consegue ser bem sucedido, como lutador e como ser humano.
O tema principal do filme não poderia ser mais claro: o indivíduo consegue ser bem sucedido não importam as condições - desde que ele se esforce com determinação e suor.

E é aqui que percebemos a primeira pista do porque ser difícil para um esquerdista gostar desse tipo de filme. Esses ideólogos passaram suas vidas inteiras odiando os EUA e vendo esse país como uma "ordem social injusta", politica e economicamente. Eles não conseguem se humanizar o suficiente para reconhecer as dimensões humanas desse filme. Isso seria uma traição à sua fé política.

Enquanto uma pessoa normal assiste o filme e se emociona com a simplicidade e o esforço do protagonista, os esquerdistas reclamam da "estrutura de classe" ou outra palavrinha da moda esquerdista qualquer. Eles odeiam o filme pelo que ele é e pelo que ele não é. É como ir a um show de comédia e reclamar que o comediante fica contando piada toda hora e que as pessoas estão rindo demais.
Rocky luta contra a burocracia que se mete em tudo

O primeiro grande obstáculo do pugilista não é a idade ou a disposição para treinar. São os burocratas intrometidos que, pelo menos inicialmente, negam licensa para lutar e, consequentemente, negam seu direito de buscar sua felicidade pessoal. Eis o diálogo que retrata isso:

Rocky Balboa: Ei, cadê os meus direitos?
Burocrata da Comissão Atlética Estadual: Que direitos você pensa que está se referindo?
Rocky Balboa: Direitos, como aqueles que estão escritos naquele documento oficial ali na rua.
Burocrata: Aquela é a Carta de Direitos.
Rocky Balboa: Sim, sim. Carta de Direitos. Ali não diz algo sobre correr atrás do que te faz feliz?Burocrata: Não, é a busca da felicidade. Mas o que isso tem a ver?
Rocky Balboa: Tem a ver é que eu estou buscando algo e ninguém parece muito contente com isso.
Burocrata: Mas... nós estamos cuidando dos seus interesses.
Rocky Balboa: Eu agradeço, mas talvez vocês estejam cuidando dos interesses de vocês um pouco mais do que os meus... Quero dizer, talvez vocês estejam fazendo o seu trabalho mas por que vocês têm que me impedir de fazer o meu? Pois se alguém está disposto a batalhar para chegar à uma posição, quem tem o direito de impedir? Talvez alguns de vocês fez uma coisa e nunca terminou, algo que queriam muito fazer, algo que nunca contaram a ninguém, alguma coisa... e dizem à vocês "não", mesmo depois que vocês pagaram o que deviam? Quem tem o direito de dizer isso à vocês? Ninguém! É o seu direito de seguir sua própria cabeça, ninguém tem direito de dizer "não" depois que você fez por merecer o direito de chegar onde você quiser e fazer o que você quiser! ... Quanto mais velho eu fico, mais coisas eu tenho que deixar para trás, essa é a vida. A única coisa que eu peço à vocês que deixem para mim... é o que é direito.

Viver a vida como esquerdista é como uma tortura porque eles praticamente tentam negar todos os impulsos naturais o tempo inteiro e tentam suprimir esses impulsos nos outros.

Na verdade, as esquerdas sempre viram o ser humano como uma entidade moldável a ser conformada segundo um padrão. Foi isso que Rousseau e Marx propuseram e o experimento comunista tentou praticar. Não é mistério nenhum, portanto, que a mera menção do Rocky Balboa cause convulsões histéricas nos esquerdistas.

Vejamos o tema homem-mulher que o filme retrata. Rocky representa um cara duro na queda e isso raramente é visto na cultura popular de hoje em dia. Por causa do politicamente correto, está havendo uma feminização da cultura. Os heróis proclamados pelo politicamente correto estão começando a parecer frutinhas e Rocky Balboa viola o código esquerdo-fascista que tira do homem o direito de ser macho.
As partes mais bonitas do filme são quando o Rocky conversa com a Adrian sobre a vida de um homem. Ele fala da necessidade de enfrentar os desafios, de sua vulnerabilidade e seus medos. Quantas vezes isso foi retratado na cultura popular recente? Nunca mais ouvimos falar disso.

No âmago do sonho esquerdista está a destruição dos gêneros, já que os papéis de homem e mulher são vistos como uma construção social opressiva. Portanto, não é de se admirar que, um cara musculoso, que tem que ser "macho" e entrar no ringue, enfureça tanto as esquerdas. Segundo as feministas cooptadas pela esquerda, a presença de um homem musculoso é um ataque às mulheres. A exibição de um personagem heróico, agressivo e determinado tem tudo a ver com ideologia política e com a noção de "masculinidade" sendo imposta aos homens para a desvantagem das mulheres - segundo o credo esquerdo-feminista.

É de se imaginar como será quando essa apregoada igualdade chegar. Homens vão entrar no ringue sem nenhum músculo, só com pelancas e banhas. Talvez, na verdadeira utopia, em vez de vestirem calções e tênis de boxe, os lutadores entrarão no ringue de tanguinhas e saltinhos altos. É claro que para esses esquerdo-feministas vai ser preferível que o boxe nem exista. E, provavelmente, que os homens não existam também.

Outro ponto intragável para os esquerdistas é a maneira como Rocky e Adrian se amam. Rocky repete para Adrian que ele é um homem e tem que fazer o que um homem deve fazer. Adrian concorda, apesar de suas reservas, em apoiá-lo e ficar ao seu lado - porque ela é uma mulher. É uma relação muito amorosa, difícil de se ver hoje em dia.

Rocky tenta fazer com que ela se sinta como uma mulher - algo que ela tinha escondido dentro dela. Ela se escondia por trás de suas roupas e seus óculos. Há uma cena em que ele tira os óculos dela, rompendo os limites que continham sua feminilidade. E eles se beijam pela primeira vez. É nesse momento que vemos a sedução de uma mulher por um homem - esse ingrediente atemporal e glorioso da nossa condição humana.

Mas quando um esquerdo-feminista assiste isso, bem, eles ou elas odeiam esses temas. Eles querem acabar com essas realidades.

Além do aspecto de gênero, "Rocky" trangride a fé "progressista" na ausência de oportunidade econômica e social do capitalismo "opressivo". Rocky consegue uma chance de subir na vida. A esquerda simplesmente odeia isso. Mas Stallone celebra o fato de que em um país capitalista, as pessoas têm chances e podem ser bem sucedidas em suas iniciativas. A chave é que Rocky atinge sua meta individualmente. É ele contra tudo. Assim vemos o triunfo do indivíduo e do espírito humano.

Para a esquerda, os indivíduos devem ser apagados e o espírito humano simplesmente não existe. Para eles, Rocky é um filme ruim e opressivo que "perpetua a desigualdade" porque o protagonista atinge o sucesso individualmente. Para uma verdadeira "justiça social", eles dizem que a revolução deve ser feita por uma "vanguarda coletiva". Eles ficam agonizando o tempo todo sobre o porque de ninguém (isto é, os outros) compartilhar tudo. Eles negam que há realidades universais que nenhuma sociedade será capaz de mudar ou apagar.

A crítica esquerdista clássica do filme "Rocky" é que ele retrata o desejo de superar as possibilidades limitadas que o capitalismo supostamente impõe sobre as classes mais pobres. Esse desejo é individualista e, de acordo com eles, tende a reforçar o fundamento do sistema e legitimiza a "ideologia capitalista" por sugerir que aqueles que conseguem se elevar da classe operária são melhores, mais desenvolvidos individualmente do que seus colegas.

Em outras palavras, "Rocky" viola o credo esquerdista de como a luta contra a pobreza no capitalismo deve ocorrer coletivamente, e não individualistamente.

Se um regime socialista conseguisse atingir seu objetivo, existiriam filmes como Rocky? Certamente não, pois nenhum regime ia querer mostrar a ascensão de um ser humano. No lugar disso, os filmes mostrariam os operários trabalhando nas fábricas dia após dia. Chato demais.

Rocky vai ao ringue na noite anterior à da luta. Ele confronta o seu medo. Então ele se volta para Adrian e diz saber que vai ser derrotado. Mas diz que quer ficar de pé até o décimo-quinto round. Seu sonho e sua esperança é apenas agüentar de pé ...

Aguentar as porradas que a vida dá

No último filme da série, "Rocky Balboa" (conhecido como Rocky VI), Rocky decide lutar com o atual campeão mesmo já cinquentão, em idade de se aposentar, para poder, com isso, enfrentar e vencer seus dilemas interiores. Um dos diálogos de Rocky com seu filho, que tentava convencê-lo de não lutar, ilustra como a luta deve ser individual e espiritual em vez de coletiva e materialista:

"Deixe-me dizer uma coisa que você já deve saber. O mundo não é ensolarado e cheio de arco-íris. É um lugar muito rude e traiçoeiro que vai lhe deixar de joelhos e fazer você ficar de joelhos pra sempre se você deixar. Nem você, nem eu, nem ninguém dá porradas mais fortes do que a vida. Mas não importa o quão forte é a porrada que você dá; o que importa é quanta porrada você pode tomar e continuar marchando. Quanto você consegue aguentar e continuar seguindo em frente. É assim que se vence. Agora, se você sabe o quanto você vale, então vai lá e lute pelo que você merece. Mas você tem que estar disposto a aguentar a porrada, e não ficar apontando o dedo dizendo que você não consegue por causa dele, dela ou de ninguém. Você é melhor do que isso!"

A maioria dos que já passaram por dificuldades na vida sabe o que é isso e entende. É difícil colocar em palavras, porque de certa maneira, isso é transcedente. Mas na luta pela vida contra todas as condições adversas, com todo o suor e as lágrimas, muitas vezes a única coisa que queremos é terminar de pé. Tem a ver com orgulho, medo e coragem. E é aí que "Rocky" toca as pessoas.

E quando a luta com o Apolo Doutrinador acaba, a Adrian chega ao ringue e perde seu gorro. E Rocky, que acabou de lutar a maior luta de toda sua vida, que enfrentou seu medo, e com a cara toda quebrada, só faz perguntar "Cadê o seu chapéu ?"

Isso mostra a importância essencial da simplicidade e da afeição de um pelo outro. Rocky esquece de si mesmo porque sua batalha já terminou, e seu próximo passo é se importar com uma outra pessoa. Ele já fez o que tinha que fazer e a partir dali era hora de cuidar da Adrian. É como na vida: a pessoa tem que cuidar de si e, depois de se superar, doar de si para outro ser humano.

Não importa quantos experimentos de engenharia social sejam tentados, eles nunca mudarão o que o ser humano realmente é: imperfeito, lutando contra as condições contrárias, perdendo e ganhando, chorando e rindo, se protegendo e se arriscando. Isso diz muito mais do que o sonho canibalístico e mutilante do Socialismo. O personagem Rocky Balboa, com sua humanidade e coragem, nos lembra disso.

(Fonte: http://pensadoresbrasileiros.blogspot.com/2007/08/por-que-os-esquerdistas-odeiam-o-rocky.html)

Sábado, 8 de Março de 2008

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de Março. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos económicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.

A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.

Existem outros acontecimentos que podem provar a tese como o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras. Segundo esta versão, 129 trabalhadoras durante um protesto teriam sido trancadas e queimadas vivas. Este evento porém nunca aconteceu e o incêndio da Triangle Shirtwaist continua como o pior incêndio da história de Nova Iorque.

Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher serviram de estopim para a Revolução russa de 1917. Depois da Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a sua vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a sua simpatia ou amor pelas mulheres da sua vida — um tanto semelhante a uma mistura dos feriados ocidentais Dia da Mãe e Dia dos Namorados. O dia permanece como feriado oficial na Rússia (bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia), e verifica-se pelas ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres (quaisquer mulheres). Quando à Checoslováquia integrou o Bloco Soviético, esta celebração foi apoiada oficialmente e gradualmente transformada em paródia — ver MDŽ.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.


Então, um abraço para todas as mulheres, especialmente para a minha!!!

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Catálogo Terralog







Este é o catálogo de serviços da Terralog, desenvolvido pela Impacta Mídia & Marketing.


Clique na imagem para vê-la em seu tamanho original.

Sábado, 1 de Março de 2008

Direitos Individuais

O homem é um animal racional

Como todos os seres vivos, o homem necessita de certos valores para sobreviver, mas ele é o único que precisa escolher os valores necessários para sua vida, porque estes não lhe são dados de forma automática. Sua habilidade de experimentar o mundo ao seu redor e compreendê-lo pelo uso da razão dá ao homem a capacidade de entender os valores que sua vida requer, e então adquirí-los. Cada valor que nós usufruímos na nossa existência confortável e civilizada é o produto da aplicação da mente de um homem à realidade.

Não existe "mente coletiva"

Todo esforço criativo, cada invenção na história, foi criada pelo esforço mental de indivíduos. Algumas vezes eles trabalharam juintos, e seu conhecimento foi aumentado pelo trabalho de predecessores, mas cada avanço que eles fizeram foi por conta própria. A mente não pode ser recebida, compartilhada ou emprestada.

O homem precisa de liberdade para viver

Para viver, o homem precisa adquirir os valores necessários para sustentar sua vida. Para adquirir valores, o homem precisa ser livre para pensar e para agir de acordo com seu julgamento. Restrições na liberdade forçam o homem a focar não na realidade absoluta, mas nas idéias arbitrárias dos outros. Em uma sociedade livre, um homem pode escolher não se associar com aqueles que não respeitam o seu julgamento - encontrando um novo emprego, novos amigos, ou um novo amor. Mesmo se não há ninguém com quem compartilhar suas idéias, todo homem ainda assim é livre para apresentar sua própria visão - publicando suas idéias ou tornando-se um empreendedor. No entanto, logo que ele se depara com a ameaça da força física, a possibilidade de qualquer dessas alternativas torna-se irrelevante. O início da força torna a mente inútil como instrumento de sobrevivência.

Liberdade requer direitos

Direitos são princípios morais definindo liberdade de ação na sociedade. O propósito de se estabelecer direitos individuais é para proteger o homem do homem - para definir as condições básicas necessárias para a existência social. Todos os direitos derivam do direito do homem à sua própria vida, incluindo o direito à vida, liberdade, propriedade, e a busca da felicidade. Seja por roubo, fraude, ou coerção governamental, os direitos do homem podem ser violados somente pela iniciação da força.

Direitos são inalienáveis e não-conflitantes

Direitos não são garantias às coisas ou obrigações colocadas nos outros, mas apenas garantias de estar livre de violência (o direito à vida), livre para agir (o direito à liberdade), e dos resultados dessas ações (o direito à propriedade). As únicas obrigações que os direitos de alguém impõe nos outros homens é o respeito aos mesmos e iguais direitos. Um homem pode ter seus direitos violados por um criminoso ou um governo corrupto, mas moralmente ele permanece correto, e o criminoso está errado.

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